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20 de maio de 2017

"O Património à minha volta" - exposição na BESAF

A 10.ª edição (2017) do BESAF Foto, concurso de fotografia promovido pela Biblioteca Escolar da Escola Secundária Alcaides de Faria, subordinada ao tema - O Património À Minha Volta -, contou com a participação de vários alunos, do 3.º Ciclo e do Ens. Secundário, com trabalhos que já podem ser apreciados na sala de leitura da Biblioteca da ESAF.
A mostra reúne uma seleção de trabalhos submetidos a concurso. Anunciaremos, oportunamente, os três melhores trabalhos escolhidos pelo júri.


17 de maio de 2017

Quando alguém oferece um livro a uma biblioteca... breve crónica de um gesto que nos apraz

Não é tão raro assim contar, de quando em vez, com a doação de livros (do género literário, histórico, científico...) para o fundo documental da biblioteca escolar; gesto que apreciamos verdadeiramente, não só porque nele vemos um acréscimo mais ao número de obras disponíveis aos leitores, mas sobretudo pelo que encerra de partilha, de pôr em comum com a comunidade escolar, com os leitores que dela fazem parte, um livro ou vários que, assim, chegam a muitos mais. 
Oferecer um livro a uma biblioteca, sobretudo obras que resistem ao tempo (mesmo que marcadas pela usura...) e ainda distantes da obsolescência, é sempre uma generosidade, à qual respondemos com gratidão. Já recebemos de professores, de alunos, de instituições... mas não tem sido tão comum assim receber de encarregados de educação; não que já não tenha acontecido, mas é mais raro, dadas as faixas etárias que servimos -alunos adolescentes e jovens do ensino secundário. Por isso, este post não quer deixar de fazer menção à doação que nos chegou hoje. 
Chegou mais um livro à biblioteca, à biblioteca que serve muitos, e quão bem vindo foi! A singeleza do ato de partilha muito nos sensibiliza. Desta vez não veio daquele(a) professor(a), daquele(a) aluno(a), que reconhecem na biblioteca um centro de partilha, que a ela recorrem e sabem que ela lhe é significante; não, desta vez chegou de uma encarregada de educação, de alguém que leu, apreciou e que resolveu deixar aquele livro ao dispor de muitos mais, porque lido disseminará o seu ensejo e talvez deixe uma marca no leitor que virá. 
E logo, logo, o tal livro (da autoria de uma Prémio Nobel da Literatura), depois de catalogado, classificado, indexado, inserido no sistema... fará parte de um universo maior, de um acervo aberto a tantos... aguardando o próximo leitor.
Serás tu?

["(...) Dedico-me com desespero (de livro para livro) ao mesmo trabalho: reduzo a história à dimensão humana. (...) Se eu não lesse Dostoiévsky, o meu desespero seria maior..." 
_ Svetlana Alexievich, in Rapazes de Zinco. Edições Elsinore (2017)]

Do figurado de Rosa Ramalho - um recurso documental

Ontem, na sala de leitura da biblioteca da ESAF (em palestra proferida pelo Bibliotecário Municipal - Victor Pinho), falou-se de duas importantes figuras da região de Barcelos, conhecidas cá e além fronteiras, pela marca que deixaram. Falou-se de D. António Barroso, no domínio da religião, da igreja e da missionação; e de Rosa Barbosa Lopes, natural de S. Martinho de Galegos, mais conhecida por Rosa Ramalho, a oleira, mulher do povo, influenciada pela tradição religiosa e festiva, lendas e histórias da ruralidade, que transfigurou em fantástico figurado, interpelante e sui generis, qual "iconografia rural e doméstica" (como designou Rocha Peixoto na obra Etnografia Portuguesa), vivências do quotidiano, das mais comezinhas às experiências oníricas e do sagrado.
Cientes de que os alunos e professores, que assistiram à sessão que reportamos ontem, quer por gosto e curiosidade, quer por vontade de conhecer mais, poderão desejar pesquisar sobre a temática, aqui divulgamos um recurso que faz parte do nosso acervo e, por conseguinte, acessível aos leitores / utilizadores desta biblioteca escolar.

Título: Rosa Ramalho: a colecção
Autores: Alexandre A. Costa e Isabel M. Fernandes
Editor: Museu de Olaria | Município de Barcelos
N.º págs.: 203 (ilustrado)
Ano de publicação: 2007
Categoria: Catálogo


16 de maio de 2017

Lembrar para conhecer - personagens importantes da região

Conhecer a história local, episódios e figuras, é condição de afirmação da identidade de qualquer grupo humano. Conhecer não apenas factos e eventos de cariz histórico, mas também aquelas pessoas que, destacadamente, inscreveram os seus nomes na história comum de uma comunidade, é ainda um modo de reconhecer a sua ação e do que representam para as gerações que lhes sucederam. Conhecer a história de uma comunidade: locais, pessoas e feitos, quadra-se, pois, com os objetivos de uma literacia que alarga horizontes e nos esclarece sobre os alicerces daquilo que somos. Nesse encalço, contámos, esta manhã, com a presença do bibliotecário municipal, Victor Pinho, que nos veio falar sobre duas figuras importantes da nossa região. Sobre tantas outras, igualmente notáveis e que merecem igual lembrança, se poderia ter falado; mas, desta feita, a palestra recaiu sobre D. António Barroso, missionário e bispo; e Rosa Ramalho, inconfundível figura da olaria criativa barcelense. Sobre cada uma destas figuras, que fazem parte da nossa história local e nacional, Victor Pinho teceu considerações várias que prenderam a atenção dos alunos presentes na sala de leitura da biblioteca da ESAF. Uma sessão muito agradável, num estilo de comunicação envolvente e apelativo, informal, que complementou proficuamente muitos dos conteúdos que, já em contexto formal, também se transmitem no âmbito da sala de aula.

28 de abril de 2017

Ação de sensibilização sobre o 25 de Abril de 1974

Foi bonita a festa. A festa da liberdade, a festa dos cravos na biblioteca da ESAF (que levamos a cabo ontem, 27/04, na sala de leitura da BESAF).
Falou-se do 25 de Abril e das suas conquistas. Cantou-se Zeca Afonso e disse-se Ary dos Santos. E lembrou-se a conquista de um tesouro, pelas palavras de Manuel António Pina.
Uma sessão cívica, histórica e pedagógica, com música, relatos e canções de Abril.
Parabéns aos alunos!
Gratos à prof.ª Marieta que disse Ary dos Santos como deve ser dito; e narrou M. A. Pina com o tom de quem conta histórias que nos prendem até ao fim!
Gratos à Associação 25 de Abril tão bem representada pelo Coronel Luís Bacelar (Capitão ao tempo do 25 de Abril de 1974).
A escola também é isto!

25 de abril de 2017

Celebrar o 25 de Abril e a Liberdade

[Cartaz da autoria de Madalena Mota, 10.º ano]
"- Sim, a liberdade é como o ar que respiramos, diziam-lhes os seus novos amigos tristemente. Só quando nos falta, e sufocamos cheios de aflição, é que descobrimos que, sem ele, não podemos viver..."
Até que um dia chegou em que, no "País das Pessoas Tristes", as pessoas decidiram reconquistar o seu tesouro." (Manuel António Pina, no conto O Tesouro)

Evocar Abril de 1974, evocar as conquistas que Abril nos deu, do regime democrático, plural e livre, aos valores-pilares de uma sociedade democrática, passando pelas liberdades e garantias, pelo desenvolvimento social, económico... pela educação, justiça e saúde para todos... mesmo sabendo que tal caminho se trilha e desenvolve não sem dificuldades, mas que também são elas que põem à prova, a todo o momento, a democracia e a robustecem se soubermos enfrentá-las, tem sido para nós um desiderato...
Lembrar e revisitar o espírito do 25 de Abril, é também um gesto de literacia cívica, histórica e política, não fosse a literacia condição fundamental de cidadania.
O cartaz que ora apresentamos, evocando e celebrando Abril, é da autoria de uma jovem e talentosa aluna de Artes, Madalena Mota, que frequenta o 10.º ano na Escola Secundária Alcaides de Faria e que com a biblioteca da escola colabora. É um gosto poder partilhá-lo.

Ei-lo!

23 de abril de 2017

Dia Mundial do Livro

A biblioteca é por excelência um local de partilha de livros e leituras, uma porta aberta para inúmeros mundos, mas também para o conhecimento e a diversidade dos saberes.
[Foto vencedora do BESAF Foto 2014. Autora: Anita Pimenta]

"Um livro não é apenas um amigo, cria novas amizades. Quando possuímos um livro com a mente e o espírito, ficamos enriquecidos. Mas quando o passamos a alguém, enriquecemos o triplo." _ Henry Miller in Os livros da minha vida (ed. Antígona, 2006).
Hoje, 23 de Abril, celebra-se pela 21ª vez o Dia Mundial do Livro e do Direito de Autor. Este tributo ao livro enquanto instrumento de cultura, educação, comunicação, teve a sua primeira edição em 23 de Abril de 1996 por iniciativa da UNESCO.
A celebração do livro, em todo o mundo, visa fomentar a leitura e com ela a proteção da propriedade intelectual (direito de autor).

Porquê Abril e a 23?
“Em 23 Abril de 1616 morriam Cervantes, Shakespeare e Garcilaso de La Vega. Também num 23 de Abril nasceram ou morreram outros escritores eminentes como Halddór Laxness, Maurice Druon, Vladimir Nobokov ou Josep Pla. Por este motivo, esta data, de algum modo simbólica para a literatura universal, foi a escolhida pela Conferência Geral da UNESCO como tributo mundial ao livro e aos autores. Com esta data, pretende-se ainda uma chamada de atenção, sobretudo dos mais jovens, não apenas para o prazer da leitura, mas também para o respeito pela insubstituível contribuição dos criadores no enriquecimento das dimensões social e cultural da Humanidade. A ideia desta celebração teve origem na Catalunha (Espanha) onde, a 23 de Abril, é tradição oferecer uma rosa ao comprador de um livro.”_ Fonte: UNESCO (trad. e adapt. de texto)

19 de abril de 2017

Li, gostei e recomendo... a palavra aos leitores

O que nos diz Cristina Gomes, professora na ESAF, sobre esta narrativa não-ficcional e testemunhal que leu, gostou e recomenda...


O fim do homem soviético - um tempo de desencanto
Autor: Svetlana Aleksievitch
Editor: Porto Editora
N.º de págs.: 472
Ano de publicação: 2015
Categoria: literatura documental

"Ler O fim do homem soviético confirma a minha convicção de que a literatura supera os livros de História na compreensão de uma época, pois revela a alma de um povo.
Como explicar que a alma soviética resistiu durante tantas décadas às vicissitudes do Comunismo marcado por guerras, pela fome, pelo gulag, pelo absurdo e pela morte em nome de um ideal?
Síntese de literatura documental e literatura de ficção, Svetlana Aleksievitch, Prémio Nobel de Literatura em 2015, num trabalho de reescrita admirável, dá voz a homens e mulheres das várias regiões da antiga União Soviética. Tece uma manta de retalhos, vozes na primeira pessoa, depoimentos daqueles que viveram durante esse período: mães, soldados, órfãos, generais, intelectuais, deportados… As vítimas contam como eram denunciadas sem razão, como sobreviveram aos gulags, como se alimentaram de raízes e de folhas e como lamberam pedras nas terras geladas da Sibéria para enganar a fome ou ainda como eram mandadas para a guerra contra os nazis sem armas e sem agasalhos e denominadas de traidoras do povo se se entregassem ao inimigo em vez de lutar pela Pátria até a morte. Contam também como eram amantes da literatura, como se deliciavam a conversar horas nas cozinhas, como cantavam hinos soviéticos com fé e orgulho. Não compreendem porque foram merecedoras de tanto sofrimento, contudo nunca questionam as razões do Partido, nunca acusam o pai Estaline, nunca se revoltam. Foi simplesmente o seu destino, a parte que lhes tocou, à semelhança de milhares que partilharam o mesmo sofrimento. É preciso reconstruir, mas não esquecer.
“Tomar o sofrimento nas próprias mãos, dominá-lo completamente e sair dele, trazer de lá alguma coisa. Isso é uma grande vitória, só isso faz sentido. Não saímos de mãos vazias… De outro modo, para quê descer ao inferno?”
O fim do homem soviético - Um tempo de desencanto revela um povo que não foi ensinado a viver na liberdade e na felicidade (partindo do princípio de que a liberdade e a felicidade são duas faces da mesma moeda), ao contrário do ocidental, que vive convicto de que os seus direitos fundamentais estão garantidos.
Seria bem mais fácil e consolador encarar a História como uma verdade, a luta entre vítimas e carrascos, mas o drama é que a verdade é fragmentada, não há fronteira entre o bem o mal; todos participaram no horror, desde os que denunciaram os vizinhos, os amigos ou mesmo os próprios filhos àqueles que cumpriram cega e orgulhosamente as ordens de prisão, de tortura e de morte num mundo em que Deus já não tinha voz porque a voz do Partido era tudo.
A originalidade da obra está no facto de não haver juízos de valor, nem acusações; não é um processo e muito menos um mea culpa. Durante o Comunismo os soviéticos acreditavam numa causa, inebriados pelo orgulho de estar a construir o futuro da humanidade, tinham como missão mostrar ao mundo o caminho da salvação, libertando-o do capitalismo bárbaro. Por isso, o sofrimento, as privações, a negação da individualidade, o sacrifício eram aceites e, pior, legitimados.
Mergulhar na alma soviética, ouvindo histórias da grande História, é suportável enquanto somos simples voyeurs desse passado. O problema é quando o passado parece confundir-se com o presente e anunciar um futuro sem retorno, não o do vizinho, mas o nosso futuro. Fica um arrepio, uma sensação de déjà-vu….
Não deixo de ver semelhanças com algumas vozes portuguesas daqueles que viveram durante o Estado Novo e que, apesar de terem conhecido a miséria, alimentam a saudade de tempos em que não havia os muito ricos e os muito pobres. Contam fome, doença, trabalho de sol a sol, sobrevivência, medo, mas também lembram solidariedade e igualdade no sofrimento e nas privações, lembram a luta do dia a dia, lembram a fé consoladora num Deus que os punha à prova, sem os castigar.
Vivências de homens e mulheres que cresceram no horror, em regimes totalitários e a quem foi negada a liberdade. No entanto, o mais surpreendente é a capacidade do homem em sobreviver, sedento sempre de acreditar em algo que faça sentido, de preencher a vida com uma utopia, uma religião, uma paixão … e alguém (Marine Le Pen? Putin? Donald Trump?) lhes promete esse sonho… e a História repete-se… Subida do populismo…
Terá chegado o fim do homem soviético?"

[livro disponível na biblioteca]

10 de abril de 2017

Ecos da Semana da Leitura 2017

Ler por prazer | Ler para Ser - festa da leitura na BESAF [30/03]
Alguns ecos visuais de um dos momentos altos da Semana da Leitura 2017 na biblioteca escolar da ESAF...

Leituras encenadas, leituras expressivas, leituras ditas... autores da nossa Língua, tantos... e a música no ar, com tão belos temas cantados na língua de Camões...
Uma festa da leitura!

1 de abril de 2017

Prémios de reconhecimento, tendo a leitura como pano de fundo...

No quadro das atividades da Semana da Leitura 2017, houve tempo (nos dias que passaram) para procedermos a uma singela mas estimulante (estamos cientes) sessão de entrega de certificados e prémios (livros, claro!) aos alunos participantes e vencedores de duas iniciativas que têm os livros e a leitura como principal desiderato. Referimo-nos aos prémios do Concurso Nacional de Leitura 2017 (1.ª fase, fase de escola) e do "Bibliopaper" da biblioteca escolar (uma atividade de descoberta das potencialidades do fundo documental, a par do manuseamento e recolha de informação de obras disponíveis no acervo, entre outras competências da literacia da informação).
Naturalmente que não apenas estes, os alunos vencedores dos certames em causa, mas todos os demais colegas de escola que se envolveram e implicaram nestas iniciativas em prol da literacia da leitura, todos sem excepção, estão de parabéns!
Fica o acicate a todos os alunos da escola - participem, envolvam-se nas iniciativas que lhes são propostas, leiam, escrevam, fotografem, representem... sem cunho de obrigatoriedade, antes como disposição de livre vontade em querer saber mais e alimentar a curiosidade...Porque a escola é também isto - experiência (que queremos gratificante) em ambientes de literacia e o que deles podemos retirar como preparação para a vida.
[As seis alunas vencedoras da 1.ª fase do Concurso Nacional de Leitura 2017 (a nível de escola), três do 3.º Ciclo e outras tantas do Ens. Secundário. Serão as representantes da ESAF na 2.ª fase do CNL (Comunidade Intermunicipal do Cávado), que se realizará em Maio, na Biblioteca Municipal de Vila Verde.]
[Os quatros alunos que registaram o melhor desempenho no Bibliopaper - À descoberta da Biblioteca, que envolveu 35 equipas de alunos desafiados a descobrir os meandros da biblioteca, os seus recursos, os seus serviços, a par da demonstração de conhecimentos sobre livros que constam no acervo.]

31 de março de 2017

Tertúlia sobre livros e leituras

Da paixão pelos livros e pela leitura.
Uma tertúlia à volta dos livros, com partilha de leituras, gostos, pontos de vista, afinidades... ontem à tarde (30/03), na sala de leitura da Biblioteca da ESAF.
Não se dá pelo tempo passar quando a conversa roda em torno dos livros!


[ Semana da Leitura 2017 ]

Oficina de escrita na biblioteca

Os dados estão lançados. 
Seis dados, seis faces, seis figuras (sob o olhar dos alunos), 6 possibilidades efabulatórias... Aos intervenientes desta oficina de escrita (algo improvisada) pede-se-lhes que construam uma história, um breve conto ou narrativa, um diálogo, aquilo que quiserem fazer com as palavras.... Pede-se-lhes que efabulem, essa arte ancestral, e que dêem rédea solta à imaginação, à criatividade.

Depois, depois mãos à escrita. E depois ainda, a singela magia de podermos escutar as pequenas histórias que o jogo das possibilidades de efabulação gizaram nas mentes daqueles alunos que, ludicamente, entraram no jogo das palavras.
Assim aconteceu, esta manhã, na sala de leitura da biblioteca da ESAF - os dados sobre a mesa, uma trintena de alunos do décimo ano, a professora Natália (docente da turma) e o professor bibliotecário.
Experimenta-se e zás... uma interessante oficina de escrita.

[ Atividade da Semana da Leitura, que hoje termina...Termina?!!
... Voltamos dentro de momentos! ]

27 de março de 2017

Semana da Leitura 2017 na BESAF

Para nós a leitura e os leitores estão sempre na ordem do dia, nas práticas do quotidiano, na sugestão de um livro ao leitor indeciso ou aqueloutro ávido de leituras, ou ainda àquele que, avesso ao gosto leitor, hesita...
Todavia, a semana que ora se inicia tem para nós, como para tantos outros que em prol da leitura se mobilizam, um cunho muito especial. 
Aqui partilhamos parte do nosso programa, que se contextualiza no vasto programa concelhio de sensibilização para a leitura e a literatura.

16 de março de 2017

Evocação do centenário da "Primeira Grande Guerra"

Seguir atentamente uma lição de história e civismo, ouvir contar estórias com que a História se tece é, naturalmente, um profícuo momento de literacia. E foi isso o que aconteceu esta manhã na sala de leitura da biblioteca escolar da ES Alcaides de Faria, espaço de literacias. Pelas imagens projetadas e pelas palavras do bibliotecário municipal, Victor Pinho, alunos de 9.º e 11.º anos recuaram no tempo, até há segunda década do Séc. 20, mais propriamente à eclosão e desenvolvimento de um dos mais mortíferos conflitos que a Europa conheceu - A Grande Guerra de 1914 - 1918. Apoiado em dados históricos sobre aquele conflito, onde pereceram milhões de seres humanos, entre soldados e população civil, Victor Pinho, para além de elencar marcos históricos daquele momento fracturante para a história da Europa e do Mundo, focalizou também a sua abordagem na participação de Portugal na 1.ª Guerra. Mais de 100 000 soldados portugueses envolvidos, largos milhares de mortos e outros tantos feridos e estropiados, milhares de prisioneiros, numa intervenção que mobilizou também soldados naturais do concelho de Barcelos, homens que partiram para uma guerra extremamente dura e traumatizante. 
Ao longo da palestra, seguida atentamente pelos jovens presentes, Victor Pinho não apenas referiu factos, apresentou documentos fotográficos, citou autores, como Penteado Neiva, historiador que lançou um livro sobre "Barcelos na 1.ª Grande Guerra", ou mencionou ainda o recente documentário fílmico - "Lutaram como Diabos" - sobre combatentes barcelenses nessa guerra, como contou ainda pequenas histórias relacionadas com alguns desses homens que da terra barcelense partiram (no Corpo Expedicionário Português - CEP) com destino aos campos de batalha de França, Flandres e outras paragens. 

13 de março de 2017

"Património: dar um futuro ao passado" - exposição itinerante >> 13 a 17 de março na BESAF

A partir de hoje e até sexta-feira, dia 17 de março, a comunidade escolar/educativa da ESAF pode visitar e apreciar, na sala de leitura da biblioteca escolar, a exposição “Património – dar um futuro ao passado”. Constituída por quinze painéis repletos de informação e amplamente ilustrados, a exposição é um excelente ponto de partida para uma viagem pedagógica e cultural ao mundo do património material e imaterial. 
Pela sua abrangência e amplitude, esta exposição reveste-se de interesse acrescido não apenas para aqueles que estudam e se interessam por História, Geografia, Português, História da Arte, Integração, Ciências da Natureza… mas também para todos aqueles a quem não escapa a herança e a riqueza das produções e criações do Homem ao longo do tempo, para quem sabe que a memória faz parte da nossa identidade e amplia o nosso futuro. Esta é também uma exposição com acrescido interesse para professores e educadores que, pessoalmente ou com alunos, podem e devem visitar esta mostra (in)formativa, dela retirando informação importante no âmbito curricular das disciplinas que leccionam. 

A mostra itinerante tem curadoria do Professor Catedrático da Universidade de Coimbra, José Amado Mendes, e como promotores principais a Fundação Manuel António da Mota em articulação com a Santillana.

Na sequência de painéis apresentados pode o visitante aceder a informação sobre património material  (Arqueológico; Arquitectónico e da Construção; Artístico; Científico e Tecnológico; Documental e Bibliográfico; Energias; Industrial e Mineiro; Natural; Transportes e Comunicações e Agrícola) e património imaterial  (Língua e Literatura; Música; Gastronomia; Danças, Festas e Rituais).
Para quem desejar mais informação sobre a exposição pode consultar, no local, o catálogo da exposição.