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28 de setembro de 2017

À descoberta da biblioteca [formação de utilizadores]

Uma prática que se repete todos os anos por esta altura, tempo para receber e dar a conhecer a biblioteca escolar e as suas valências a alunos que, (muitos) pela primeira vez nesta escola, chegam agora ao 7.º e ao 10.º ano de escolaridade. Conhecer e tirar partido deste centro de recursos - o objetivo destes encontros em que, durante noventa minutos, se leva novos utilizadores em viagem pelas diferentes áreas funcionais da biblioteca. À descoberta de funcionalidades, regras e modos de proceder, gestos tão simples como descobrir o O Anibaleitor ou Os livros que devoraram o meu pai, na secção de literatura juvenil; um dicionário ou uma enciclopédia na área das "Generalidades" (sim, tomam contacto com a Classificação Decimal Universal); um prontuário na "Língua/Linguística", um livro de Edgar A. Poe na secção dos fantásticos, ou a biografia de Nelson Mandela, não muito longe das obras de Geografia e de História. Mas também como requisitar um livro para leitura caseira, ou aceder aos computadores e à rede Internet, sem esquecermos dicas sobre como navegar no mundo virtual, quanto neste, tão palpável, feito de aromas e fibras, que ao longo das estantes se dispõe em sequências de títulos e respetivas etiquetas de cota. Ou ainda saber da possibilidade de que ali, naquele recanto, que até tem sofás, se pode ler mais informalmente um jornal do dia, a National Geographic, a Visão (júnior, inclusive), a Blitz, a Quero Saber, a SuperInteressante,  e outras revistas de interesse. 
No final, as perguntas habituais, aquelas que timidamente se formulam, não vá ser um disparate, mas que afinal não é nada disso... as perguntas nunca são disparatadas. Vale sempre esclarecer qualquer dúvida. 
- Não, na biblioteca não é preciso pagar quota para se ser leitor/utilizador. 
- Não, não é preciso estar sempre a pedir licença para retirar um livro da estante, o acesso é livre.
- Sim, podes ler aqui, também ali, naquele recanto, ou ainda ali...
- Não, não podes sair com o livro debaixo do sovaco, importa primeiro passar pelo balcão de atendimento e proceder ao respetivo empréstimo.
- Sim, os livros obedecem a uma ordem e a critérios de organização e assim se dispõem ao longo das estantes.
- "Ah! já percebo - interpela um aluno - aquelas letras junto às prateleiras... e aquelas sina... sina quê?"
 - ... sinaléticas!
- Claro, tens os cacifos para as mochilas ali, logo à entrada... 
- Telemóveis? - Em silêncio, por favor... 
As perguntas sucedem-se e os esclarecimentos também.
Este mundo também é teu... dispõe, pois, e não deixes nunca que a curiosidade se apague!

[Gratos aos professores que já acompanharam os seus alunos nesta formação de utilizadores, mas também àqueles que por cá vão passar no mesmo encalço]

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